LEUCOENCEFALOMALÁCIA EM MULA: RELATO DE CASO
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Palavras-chave

Leucoencefalomalácia. Milho. Muar.

Resumo

O objetivo do presente relato foi descrever a ocorrência de leucoencefalomalácia em uma mula decorrente da ingestão de derivado de milho com aspecto de contaminação fúngica, enfatizando a importância da prevenção da enfermidade. Um muar, fêmea, foi encaminhado ao Hospital Veterinário Roque Quagliato, com queixa principal de incoordenação motora, cegueira, anorexia e “head pressing”. Um dos componentes da alimentação fornecida era farelo de milho, o qual estava mofado, e após o aparecimento dos sinais clínicos, foi imediatamente removido da dieta. Na avaliação clínica, constatou-se acometimento dos pares de nervos cranianos II (óptico), V (trigêmeo), VII (facial) e XII (hipoglosso). Por tratar-se de uma doença de rebanho e pela impossibilidade de tratamento, o proprietário optou por submetê-lo à eutanásia. Na necrópsia, constatou-se congestão cerebral, áreas de malácia na altura do córtex cerebral parietal do lado direito e áreas hemorrágicas multifocais na substancia branca do cérebro. Com base nas manifestações clínicas e achados de necropsia, diagnósticou-se leucoencefalomalácia. Conclui-se que é importante o reconhecimento da doença para o nosso país, pela crescente oferta de milho e clima típico. Deve ser considerada como diagnóstico diferencial em equídeos apresentando sinais neurológicos. O conhecimento e orientação profilática são fundamentais, pois não há tratamento específico.

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